sexta-feira, agosto 03, 2007

Recursos da Antártida estão sob ameaça, alerta ONU



Organismos biológicos na Antártida estão sendo "atacados" por exploradores ansiosos em tirar proveito de suas propriedades naturais únicas, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo a Universidade da ONU, os extremófilos, criaturas adaptadas à vida no Pólo Sul, estão sendo cruelmente caçadas no que se pode chamar de uma "nova corrida do ouro".

Uma procura regulamentada poderia levar a descobertas de novas drogas e aplicações comerciais, diz a ONU.

De acordo com a organização, o atual Tratado da Antártida não pode regulamentar adequadamente as possíveis conseqüências para a região.

Evolução

O relatório da Universidade da ONU, O Regime Internacional para Bioexploração: Atuais Políticas e Assuntos Emergentes para a Antártida, foi publicado pelo Instituto de Estudos Avançados, baseado em Tóquio, no Japão.

A publicação é feita uma semana antes da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, que será realizada em 9 de fevereiro, em Kuala Lumpur, na Malásia.

O estudo diz que exploradores estão agora olhando para orifícios hidrotermais, no fundo do mar, e para a cobertura de gelo polar na procura pelos organismos promissores.

Os extremófilos, que residem nessas remotas fronteiras, evoluíram para sobreviver em condições frias, secas e salgadas – aí estariam os seus valiosos segredos.

Utilidade

O relatório afirma que a procura para desvendar esse segredo poderia ser uma repetição da caçada ao ouro, feita no século 19, e uma corrida para patentear tratamentos de câncer, antibióticos e produtos industriais.

"A exploração biológica de extremófilos já está ocorrendo e certamente deve se acelerar na Antártida e nos oceanos do Pólo Sul", disse A.H. Zakri, diretor do Instituto de Estudos Avançados.

"Esse relatório sugere que esforços para explorar essa nova fronteira estão ameaçando ultrapassar a capacidade nacional e internacional da lei para regulamentar a posse de materiais genéticos, o registro de patentes e as potenciais consequências para o meio ambiente no recolhimento desses recursos."

Uma descoberta promissora é a glicoproteína que previne que os peixes na Antártida congelem.

Isso poderia ajudar a estender o prazo de validade de comida congelada, aperfeiçoar cirurgias e transplantes de tecidos e tornar plantas mais tolerantes a baixas temperaturas.

O estudo relata que a bioexploração tem sido feita por consórcios públicos e privados, como universidades e companhias farmacêuticas.

"Isso torna difícil traçar uma linha clara entre a pesquisa científica e as atividades comerciais", diz o relatório.


Meio Ambiente

A Secretaria de Coordenação da Amazônia


A Secretaria de Coordenação da Amazônia foi criada junto com o Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal, em 1993, com o objetivo de implementar as políticas difundidas por esse Ministério para a Região Amazônica e exercer as atividades de secretaria-executiva do Conselho Nacional da Amazônia Legal - CONAMAZ, presidido pelo Presidente da República e composto por todos os Ministros e Governadores dos 9 estados da Amazônia Legal.

A reforma administrativa de 1999 deu novo nome ao MMA e manteve a SCA como uma de suas cinco secretarias. A Secretaria da Amazônia tem suas ações voltadas para reverter a degradação ambiental da região, valorizando alternativas produtivas e novas tecnologias, que geram renda e asseguram melhores condições de vida para a sociedade regional implicando em menores impactos ambientais. Essas atividades fundamentam-se em uma conscientização cada vez maior da importância dos princípios do desenvolvimento sustentável.

Do ponto de vista dos instrumentos e meios para apoiar essas idéias, ressalta-se a linha de programas e projetos em execução pela Secretaria de Coordenação da Amazônia. Sua atuação se dá por meio de dois programas: Gestão Ambiental; Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil - Programa Piloto.

Uma das iniciativas mais importantes da Secretaria foi a união dos governos federal e estaduais, setores produtivos e a sociedade da Amazônia para o estabelecimento de um pacto em torno de alternativas ao desmatamento, as chamadas Agendas Positivas estaduais e regionais, resultantes de negociações iniciadas em 1999. Elas oferecem uma estratégia democrática de sustentabilidade para a Amazônia em que o meio ambiente deixa de ser percebido apenas como restrição e passa a contribuir para a construção de um programa de desenvolvimento sustentável para a região.


DENSENVOLVMENTO SUSTENTAVEL



Desenvolvimento Sustentável, segundo a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) da Organização das Nações Unidas, é aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.

A idéia deriva do conceito de ecodesenvolvimento, proposto nos anos 1970 por Maurice Strong e Ignacy Sachs, durante a Primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Estocolmo, 1972), a qual deu origem ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA.

Em 1987, a CMMAD, presidida pela Primeira-Ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, adotou o conceito de Desenvolvimento Sustentável em seu relatório Our Common FutureRelatório Brundtland. (Nosso futuro comum), também conhecido como

O conceito foi definitivamente incorporado como um princípio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Cúpula da Terra de 1992 - Eco-92, no Rio de Janeiro. O Desenvolvimento Sustentável busca o equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento econômico e serviu como base para a formulação da Agenda 21, com a qual mais de 170 países se comprometeram, por ocasião da Conferência. Trata-se de um abrangente conjunto de metas para a criação de um mundo, enfim, equilibrado.

Wikiquote
O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Desenvolvimento sustentável.

A Declaração de Política de 2002, da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em Joanesburgo, afirma que o Desenvolvimento Sustentável é construído sobre “três pilares interdependentes e mutuamente sustentadores” — desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental. Esse paradigma reconhece a complexidade e o interrelacionamento de questões críticas como pobreza, desperdício, degradação ambiental, decadência urbana, crescimento populacional, igualdade de gêneros, saúde, conflito e violência aos direitos humanos. O PII (Projeto de Implementação Internacional) apresenta quatro elementos principais do Desenvolvimento Sustentável — sociedade, ambiente, economia e cultura.

  • Sociedade: uma compreensão das instituições sociais e seu papel na transformação e no desenvolvimento.
  • Ambiente: a conscientização da fragilidade do ambiente físico e os efeitos sobre a atividade humana e as decisões.
  • Economia: sensibilidade aos limites e ao potencial do crescimento econômico e seu impacto na sociedade e no ambiente, com o comprometimento de reavaliar os níveis de consumo pessoais e da sociedade.
  • Cultura: é geralmente omitido como parte do DS (Desenvolvimento Sustentável). Entretanto, valores, diversidade, conhecimento, línguas e visões de mundo associados à cultura formam um dos pilares do DS e uma das bases da EDS (Educação para o Desenvolvimento

Sustentabilidade e educação corporativa

Irani Varella

Não há empresas sustentavelmente competitiva em sociedades não-sustentáveis. Estes aspectos estão interligados e há necessidade de focar a produção de bens como uma atividade cujo processo perpassa sempre por toda a sociedade. A produção de qualquer produto ou serviço passa, necessariamente, pela produção, fiscalização, normatização, legislação e regulamentação, ou seja, envolve o primeiro, segundo e o terceiro setor.

Ao mesmo tempo em que a educação básica é fator essencial para o desenvolvimento sustentável de qualquer país, a educação corporativa é um instrumento útil e necessário para toda empresa que busca a sustentabilidade e sua integração com a sociedade. Além de estimular o desenvolvimento profissional do trabalhador e a própria profissionalização, a educação corporativa torna-se um diferencial competitivo ao aumentar o nível de aprendizado, capacitação, atualização e o conhecimento de ponta dentro da organização.

Hoje ninguém duvida de que as empresas são o grande agente de transformação da sociedade. As organizações, assim como seus gestores, devem ter uma compreensão clara de que a capacitação também passa pela valorização das pessoas, um dos Fundamentos da Excelência em gestão, disseminado pela Fundação Nacional da Qualidade e seguido por diversas organizações líderes.

Justamente por esse motivo, deve ser amplo o questionamento de como será sua atuação no que se refere à capacitação na educação corporativa, e também de que modo e com quais características esta deve ser elaborada e praticada.

Uma reflexão mais profunda sobre o assunto leva à conclusão de que a educação corporativa deve ser, antes de tudo, autônoma, complementar e específica. Autônoma porque ela não pode estar sujeita à interferência de nenhum agente externo, especialmente do governo. A ação pública deve existir, sim, mas no sentido de estimular que o aprendizado aconteça, mediante a dedução dos investimentos feitos na formação da força de trabalho.

Além de autônoma, a educação corporativa também deve ser complementar. Em primeiro lugar, a organização tem de identificar as lacunas na formação de sua própria força de trabalho, e em seguida atuar para que elas sejam corrigidas e supridas, complementando o que for necessário. Para isso, o melhor é buscar nas instituições privadas ou públicas os cursos que contribuam para a minimização das falhas identificadas na formação de sua equipe de trabalho, sejam estas de ordem técnica, social ou psicológica. E nada impede que a empresa procure fazer ela mesma sua própria capacitação, com a ajuda de especialistas nas áreas necessárias.

A especificidade é outra característica de muita importância quando se trata de educação corporativa. Para funcionar de verdade, ela tem de atender às necessidades específicas da empresa, tomando por base, na elaboração de seu conteúdo curricular, a cultura da organização e a vivência técnica e social experimentada pelas pessoas que compõem a equipe. Vale lembrar que o “fazer” de cada indivíduo dentro da companhia enriquece muito a definição e o sucesso de todo o processo.

No que se refere a conteúdo, o desenvolvimento de gestão empresarial e o desenvolvimento técnico-operacional são temas fundamentais da educação corporativa. É preciso ter em mente que “gestão” inclui uma multiplicidade de aspectos – sociais, vivenciais, psicológicos, antropológicos e filosóficos, bem como o desenvolvimento e a aplicação de instrumentos que auxiliem a atividade empresarial. Por outro lado, a questão técnico-operacional enfoca os processos de produção e de suporte das atividades da organização. Logicamente, todos os assuntos abordados devem estar presentes desde a sala de aula até o treinamento no local de trabalho.

Não é demais enfatizar que a educação corporativa constitui, assim como a educação básica, um fator fundamental para a sustentabilidade das organizações e da sociedade como um todo. Ambas, afinal, contribuem para suportar a produção de bens e serviços de uma nação.

Nesse contexto, a política industrial do país torna-se um referencial importante, porque é ela que estabelece prioridades e delineia ações para todos os setores produtivos na busca do desenvolvimento. Ao contribuir para a sustentabilidade econômica, essa política deve orientar não apenas para que se alcance o estado da arte tecnológico, mas também para que exista uma maior participação de todos os setores da sociedade que trabalham para o desenvolvimento da nação.

É indispensável, portanto, que a atuação governamental favoreça melhorias na educação básica do país e permita que o setor produtivo estabeleça, de modo autônomo, a educação corporativa em seu ambiente de trabalho; e que, como foi dito, que esta seja complementar e específica às necessidades de cada empresa.

Quanto mais completa for a educação básica presente em uma nação, maior a disponibilidade das organizações em investir na educação corporativa, o que certamente contribui para aumentar a competitividade de um país e melhorar a qualidade de vida de sua população.


Irani Varella é membro da comissão de supervisão da FNQ – Fundação Nacional da Qualidade e gerente executivo de desenvolvimento do sistema de gestão da Petrobras.

Semana Nacional do Voluntariado

Entre os dias 27 de agosto e 2 de setembro será realizada a Semana Nacional do Voluntariado, em comemoração ao Dia Nacional do Voluntariado, que acontece no dia 28 de agosto. Para celebrar a data, o Instituto Vivo e o Programa Vivo Voluntário promovem um evento que pretende mobilizar e sensibilizar colaboradores da Vivo, parentes e amigos para a causa da pessoa com deficiência visual.

Para isso, serão organizados dias de atividades voluntárias nas instituições parceiras do Programa Vivo Voluntário, com o intuito de melhorar o atendimento, sensibilizar colaboradores parentes e amigos para a causa, além de incentivar o trabalho voluntário e a inclusão social.

A Vivo, por meio do Instituto Vivo, disponibilizará uma verba para despesas com transporte e alimentação. Além disso, serão confeccionadas camisetas e banners especialmente para o evento.

O Portal Vivo Voluntário será um importante meio de comunicação entre todos os voluntários durante a Semana Nacional do Voluntariado e também para avaliação dos resultados. Não perca tempo! Crie agora mesmo uma ação em seu estado e convide outros voluntários para participarem. Não esqueça de associá-la a ação “Semana Nacional do Voluntariado” do Instituto Vivo!

Clique aqui e saiba o qual será a ação do seu estado.

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